23.1.08

Perdas

Nunca sabemos o valor de um objeto, ou de uma roupa favorita, sapato, da nossa própria cama ou quarto até que não o encontremos ou que passemos algum tempo longe daquele pequeno pedaço de nós mesmos.

Assim acontece com as pessoas: seu valor triplica, quadruplica ou qualquer outro plica quando elas nos deixam pelo motivo que seja. A partida é sempre triste, chorosa ou pesarosa.
Há sempre um último adeus, uma última lágrima, um último olhar que vai deixar saudades.

E naquele último instante a mistura de emoções sobe a garganta, o soluço fica preso e como se estivesse prestes a sufocar quem o prende se solta em um ruído estranho, mais alto que o que se esperava, mais emotivo também.

E então, tudo termina. O vento frio traz as folhas remanescentes de um outono capaz de traduzir fielmente aquela cena. Seco. Apático. Inerte. Mortalmente silencioso. Inegavelmente sem vida.
É o fim de um ciclo que se repete a cada nascimento.

E não há como fugir dessa rotina. É dessa forma que o teatro é feito, cheio de perdas e ganhos. Cheio de ganhos e perdas. Masi perdas que ganhos, pois o que é triste é mais fácil de ser lembrado.

Em memória das pessoas que perdemos a cada dia. Que o mundo pare de perder famosos que amamos e anônimos que desconhecemos. Ainda que sejam famosos e anônimos em nosso mundo particular, de alguma forma, nos fazem falta, e levam consigo um pedacinho, ínfimo ou não, de nosso próprio ser.

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; tamy ::



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15.1.08

Ainda sou criança

Às vezes me sinto boba. Boba pra não dizer idiota, que pode ser uma palavra forte demais para alguém que ainda é criança. E não é por ser criança que assim me sinto, é por acreditar em todo um mundo de faz-de-conta, olhar pro céu e ver desenhos nas nuvens, imaginar, criar, pintar, crer sem ver.


Imagino - e estas não são ocasiões raras - que algum dia vou poder mesmo fazer parte daquela esfera surreal do meu desenho favorito, que vou ter superpoderes como naquele filme que vi, que vou fazer mágicas como naquele livro que adoro, que todo mundo na verdade está armando alguma coisa para mim e que eu sou a única que não sei e vou ficar parecendo boba - novamente essa palavra que encontra mil definições - quando cair na armadilha e todo mundo começar a rir. Aí eu me acho ainda mais boba. Boba para não dizer inocente, porque nessas horas as crianças ainda não usam palavras fortes como idiota, e talvez nem mesmo saibam o que é ser inocente, mas o são sem querer.


Imagino diálogos que nunca vão existir, e nessa hora você me pergunta "Por que?". A realidade não é o bastante, é esse o porquê. Aquela velha mania de adultos chatos e amargurados que não acreditam que as coisasm boas podem se tornar realidade pra eles. E esse é o lado mais adulto que eu tenho. Adulto e bobo. Bobo no lugar de ridículo, porque se tem algo que devemos conservar das crianças é esse dom em acreditar que tudo é possível, e que entrar em um mundo de desenho e ter uma conversa exatamente igual a que você queria e imaginou é bem possível. Tanto quanto as nuvens são feitas de algodão. Algodão doce. Tanto quanto o céu é azul porque reflete o mar - mesmo naqueles lugares onde o mar tem um tom esverdeado bem mais aparente. Tanto quanto a lua é feita de queijo e é uma delícia, quer um pedaço?
Mas esse lado da infância às vezes fica ali, escondidinho num canto da cachola, naquele canto em que você não mexe por se achar adulto demais. Mas você cometeu um erro, acredite. Eu também cometi.


A infância nunca morre. E nem vai morrer só porque você se escondeu ali. A infância não tem medo, não se esconde.
A não ser que seja pra brincar de pique.

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; tamy ::



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4.1.08

And so it is...

"O colorido preenchia o céu naquela noite festiva. Era Ano Novo, finalmente.
As cores estouravam no manto negro, disformes, como borrões luminosos e barulhentos que eram. E ainda assim ela estava fascinada. A cada novo estampido seus olhos se arregalavam em surpresa, tamanha beleza via refletica no céu.
Sentia o pulsar acelerado do coração em seu peito, a expectativ d um novo começo lhe consumindo. O ano que chegava era uma nova página na trama de sua vida, uma nova esperança, uma nova chance e desta vez estava dispostas a dar um novo rumo as coisas.
Não sentiu-se abraçada, não recebeu as devidas felicitações, apenas assistiu silenciosa até que todos se fossem e pudesse novamente estar só e contemplar a noite estrelada.
caminhou na areia até a água, molhando os pés no morno líquido graças ao dia quente e se deixou levar pelo balanço suave das ondas até os seus pensamentos a guiassem. Se abandonou aos pés de Iamanjá, esperando que ela lhe guiasse fosse qual fosse o seu destino.
Um novo ano a aguardava, e ela o mesmo podia dizer-lhe.
Não esperava milagres, festejos, nada de extraordinário para si. Desejava apenas coisas simples, desejava apenas o não desejar."


Que o ano que chega seja melhor que o que passou, mas que não supere o que ainda virá para que sempre espere mais, sempre tenha esperanças de que o melhor está por vir. \o/

Minhas felicitações de ano novo estão um pouco atrasadas, mas ainda são válidas: sem promessas, mas com muitas metas e objetivos cumpridos é o que desejo a todos nesse ano de 2008
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; tamy ::



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Sou curiosa e desconfiada; sou geminiana; sou de 12/06/1989; sou flamenguista; sou do Direito; sou louca, por roxo(!); sou míope, sonho acordada, penso no que poderia ter dito; faço um caos organizado por onde passo.


Sou orgulhosa, falo alto MESMO. Não tenho uma lenda sobre mim; não costumo gostar do que faço; não tenho um 'estilo' definido de música; adoro filmes com coreografias e dançar sozinha no quarto; sei exatamente como TEM QUE SER a sala e o bar do meu futuro duplex, o resto não importa muito; tenho manias, medo do escuro, e pavor de aranhas. Antes de morrer eu tenho que conhecer o Brasil; viajar de carro com as amigas; morar sozinha e em Londres (ou o que vier primeiro); conhecer a Alemanha, a Grécia e Amsterdã; exercer minha profissão; fazer minhas próprias roupas; ser juíza ou desembargadora (ou o que for mais fácil); ter um casal de filhos; e por um instante que seja, acreditar que acreditei no "ridículo da vida"...


x__x ¬¬' $$ *-* Silv Nhere Cau
Luh Tary Mih Ginha Dani Mariana Dani² Aymée Gabi Lizzie Pohlmann Poetriz Pedro Stela

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Make-believe quer dizer faz-de-conta, o famoso mundo encantado dos contos infantis.